O Sindicato das Indústrias do Papel, Papelão e Cortiça do Rio Grande do Sul (SINPASUL), completou 63 anos de atividades. A entidade foi fundada em 14 de julho de 1944, para fins de estudo, coordenação, proteção e representação legal da categoria econômica das indústrias de celulose, papel, papelão e artefatos de papel, papelão e cortiça do Estado do Rio Grande do Sul.
Desde então, vem trabalhando para oferecer as empresas filiadas todo atendimento necessário, tanto em gestões junto a autoridades administrativas e judiciárias.
Mantém com as empresas associadas e entidades diversas, um canal de comunicação, com remessa de notícias e artigos técnicos, de forma a ampliar o conhecimento dos associados sobre o setor. Disponibiliza também, assessoria e apoio para execução das atividades em diversas áreas, tais como: Juridica, Fiscal, Tributária, Financeira, bem como disseminar as ferramentas da qualidade e produtividade através do engajamento ao Comitê Setorial Papel e Papelão do PGQP/RS.
Participamos do Comitê da Indústria de Base Florestal e Moveleira da FIERGS, juntamente com outras entidades para ajudar a promover, desenvolver e representar o setor de base florestal de nosso Estado.
Teve como seu primeiro presidente o empresário José Chaves Barcellos, da Celupa, de Guaíba, sendo hoje presidida pelo Diretor Presidente da Primo Tedesco S/A, o industrial Júlio André Ruas Tedesco.
O RS conta hoje com 170 indústrias, no setor, sendo 2 fabricantes de celulose, 10 fabricantes de papel, 3 de caixas e chapas de papelão ondulado de médio porte, atuando as demais na área de transformação, produzindo sacaria de papel e outras embalagens e artefatos diversos.
A indústria de celulose, papel, papelão e artefatos do Estado gera em torno de 10 mil empregos diretos e indiretos, participando com 1% na formação do PIB gaúcho.
A primeira indústria do setor, no RS, foi fundada em 1898, no 5º Distrito de Guaíba, com o nome comercial de Fábrica de Papel e Papelão. Seu objetivo original foi a fabricação de papéis de diversos tipos, usando taquarussús como material fibroso básico. Em 1950, a indústria teve seu controle acionário adquirido pelo Grupo Votorantim, de São Paulo, sendo a fábrica transferida para as margens do Lago Guaíba, no 1º Distrito do município, adotando o nome Companhia de Papel e Papelão Pedras Brancas. Além de primeira indústria de papel do RS, a Pedras Brancas é, também, a terceira mais antiga do Brasil.
A segunda indústria a surgir no Estado foi a Justo & Cia, fundada em Bento Gonçalves, no começo da década de 30, sendo transferida para São Leopoldo nos anos 40, com o nome de Fábrica de Papel e Papelão Justo S/A, atualmente denominada PSA Industrial de Papel S/A. Após surgiram a Facelpa (hoje Trombini Embalagens Ltda) em Canela, a Celupa em Guaíba, a Três Portos S/A - Indústria de Papel, em Esteio, a Celulose Irani S/A, com fábrica em Santa Catarina e a Celulose Cambará S/A (hoje Cambará S/A – Produtos Florestais) em Cambará do Sul, entre outras. Já na década de 60 começou a operar a Riocell (hoje Aracruz Celulose S/A) em Guaíba, que é a maior empresa do setor em operação no Estado.
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